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 Assunto do Tópico: futura internet fixa com limite de dados?
MensagemEnviado: Sex, 08-04-16 21:36 
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Nemesis
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http://olhardigital.uol.com.br/noticia/ ... fixa/57071

Citação:
A Vivo anunciou em fevereiro que passaria a oferecer todos os seus planos de internet fixa com um limite de dados, seguindo o que operadoras como Oi e NET já têm feito há meses, e do mesmo modo como é cobrado na internet móvel. No entanto, fica no ar a dúvida quanto a quem será realmente afetado e a partir de quando.

Por enquanto, as novas regras afetam apenas usuários de conexões ADSL, deixando "ilesos" os consumidores de internet por meio de fibra ótica. Na NET, o usuário que atingir o limite não tem a internet cortada, mas a velocidade contratada é reduzida. Os planos da empresa funcionam com as seguintes franquias:

Velocidade de 2 Mbps: 30 GB por mês
Velocidade de 15 Mbps: 80 GB por mês
Velocidade de 30 Mbps: 100 GB por mês
Velocidade de 60 Mbps: 150 GB por mês
Velocidade de 120 Mbps: 200 GB por mês
Já na Vivo, a cobrança franqueada começou a valer desde o último dia 5 de fevereiro. Contratos estabelecidos antes dessa data, porém, serão mantidos ilimitados até o dia 31 de dezembro de 2016. A partir daí, os valores serão ajustados segundo essa métrica:

Banda Larga Popular de 200 kbps: 10 GB por mês
Banda Larga Popular de 1 e 2 Mbps: 10 GB por mês
Vivo Internet de 4 Mbps: 50 GB por mês
Vivo Internet de 8 e 10 Mbps: 100 GB por mês
Vivo Internet de 15 Mbps: 120 GB por mês
Vivo Internet de 25 Mbps: 130 GB por mês
Já os planos da Oi, que são um pouco mais generosos com quem possui planos de internet mais lenta, também são mais restritivos quando chega aos valores mais altos:

Até 600 kbps: 20GB por mês
Até 1 Mbps: 40 GB por mês
Até 2 Mbps: 50 GB por mês
Até 5 Mbps: 60 GB por mês
Até 10 Mbps: 80 GB por mês
Até 15 Mbps: 100 GB por mês
A Tim, que também oferece serviço de internet por conexão ADSL, não possui planos sob franquia. Em nota à imprensa, a empresa afirmou que também não pretende mudar seu modo de cobrança por enquanto. As operadoras, porém, sugerem que os consumidores entrem em contato com os respectivos serviços de atendimento para conferir mais detalhes sobre possíveis mudanças em seus contratos.


http://olhardigital.uol.com.br/noticia/ ... iros/56099

http://olhardigital.uol.com.br/noticia/ ... fixa/57004

https://secure.avaaz.org/po/petition/Vi ... YiIfb&pv=1


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 Assunto do Tópico: Re: futura internet fixa com limite de dados?
MensagemEnviado: Dom, 10-04-16 20:40 
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Caralho, na boa, vai tomar no cu isso ae.

E eu NÃO ACREDITO que a Anatel tá concordando com isso puta que me pariu.

Anatel vendida? Ou eu que sempre fui tolo em acreditar que ela visava o bem dos consumidores?

Isso só vai ser válido se todas as regiões tiverem internet de fibra, porra.

Sério mano, eu que moro em local que mal tem internet (única opção é vivo de 4mb que baixa a 400kbps) faço o que? Enfio meus jogos no CU?

Se eu baixar dois jogos de 40gb cada é pra fazer o que? Ficar o resto do mês sem internet?

Na boa vai se foder

A gente tem que fazer alguma coisa contra essa palhaçada


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 Assunto do Tópico: Re: futura internet fixa com limite de dados?
MensagemEnviado: Dom, 10-04-16 20:58 
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proibir uma empresa de fazer isso a gente nao pode

o problema é esse oligopolio fudido, que é garantido pela ANATEL (que dificulta a entrada de nova empresas no ramo, cheia de regulações e o caralho) fazendo com que o consumidor nao tenha escolha e fique entre essa meia duzia de empresa de merda

fosse em qualquer país decente, qualquer empresa que adotasse essa medida ia ser simplesmente engolida pela concorrência. quem em sã consciencia iria escolher uma internet limitada contra uma ilimitada?

mas vivemos no brasiu né


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 Assunto do Tópico: Re: futura internet fixa com limite de dados?
MensagemEnviado: Dom, 10-04-16 20:59 
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Maggot!

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NA MINHA OPINIÃO: isso aí tá parecendo início de ditadura. Limitar acesso a Internet e a informação, manter os mesmos preços (que pelo o q eu vi, não falaram absolutamente NADA sobre mudança nos valores dos planos), fora que isso aí deve ser manobra de deputado q tem ações nessas empresas e querem lucrar com essa porra.

Sobre a ANATEL, eu realmente n esperava isso. Mas fazer o que, estamos num país cheio de corruptos que só querem passar a perna no próximo. Triste


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 Assunto do Tópico: Re: futura internet fixa com limite de dados?
MensagemEnviado: Dom, 10-04-16 21:05 
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v1tor escreveu:
proibir uma empresa de fazer isso a gente nao pode

o problema é esse oligopolio fudido, que é garantido pela ANATEL (que dificulta a entrada de nova empresas no ramo, cheia de regulações e o caralho) fazendo com que o consumidor nao tenha escolha e fique entre essa meia duzia de empresa de merda

fosse em qualquer país decente, qualquer empresa que adotasse essa medida ia ser simplesmente engolida pela concorrência. quem em sã consciencia iria escolher uma internet limitada contra uma ilimitada?

mas vivemos no brasiu né


Na real que é geral assim. So dar uma olhada na situação do eua. Comcast é literalmente hitler encarnado na forma de uma empresa.


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 Assunto do Tópico: Re: futura internet fixa com limite de dados?
MensagemEnviado: Dom, 10-04-16 21:08 
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Voces estão presenciando pessoas com dinheiro e poder querendo mais dinheiro e poder, e foda-se o povo. Great system


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 Assunto do Tópico: Re: futura internet fixa com limite de dados?
MensagemEnviado: Dom, 10-04-16 21:29 
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Tenho virtua há uns 10 anos quase já, sempre teve limite e só diminuiram a minha internet uma vez (e foi numa época que eu pagava por internet de 3mbps mas, por algum motivo que nunca descobri, ela ficou com taxa de download de 20mbps por uns 3 meses... no terceiro mês eu resolvi baixar uns 30 gb em 2 dias, e meu limite era de 30gb por mes heuheuheu).

No início eu ficava de olho no limite, mas sempre passava e nunca era cortado, já teve várias vezes que eu recebi e-mail avisando que tinha passado mas nunca chegavam a diminuir a velocidade.


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 Assunto do Tópico: Re: futura internet fixa com limite de dados?
MensagemEnviado: Dom, 10-04-16 23:59 
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boomer escreveu:
Voces estão presenciando pessoas com dinheiro e poder querendo mais dinheiro e poder, e foda-se o povo. Great system

Que só existe por causa da Anatel, caso contrário existiriam centenas de empresas de telefonia e banda-larga espalhadas pelo país inteiro.


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 Assunto do Tópico: Re: futura internet fixa com limite de dados?
MensagemEnviado: Seg, 11-04-16 00:03 
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Wanker!
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Arr! escreveu:
boomer escreveu:
Voces estão presenciando pessoas com dinheiro e poder querendo mais dinheiro e poder, e foda-se o povo. Great system

Que só existe por causa da Anatel, caso contrário existiriam centenas de empresas de telefonia e banda-larga espalhadas pelo país inteiro.


O problema é que eu acho que mesmo sem a anatel não seria muito diferente...

As grandes empresas não são grandes a toa. Elas dão um jeito de se favorecer agora, e dariam um jeito caso não tivesse fiscalização do governo. Vide os monopólios que existem na industria de alimentos e bebidas.


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 Assunto do Tópico: Re: futura internet fixa com limite de dados?
MensagemEnviado: Seg, 11-04-16 00:10 
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Maggot!

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boomer escreveu:
Arr! escreveu:
boomer escreveu:
Voces estão presenciando pessoas com dinheiro e poder querendo mais dinheiro e poder, e foda-se o povo. Great system

Que só existe por causa da Anatel, caso contrário existiriam centenas de empresas de telefonia e banda-larga espalhadas pelo país inteiro.


O problema é que eu acho que mesmo sem a anatel não seria muito diferente...

As grandes empresas não são grandes a toa. Elas dão um jeito de se favorecer agora, e dariam um jeito caso não tivesse fiscalização do governo. Vide os monopólios que existem na industria de alimentos e bebidas.

Custa bilhões de dólares para ter o aval do governo para usar a frequência de telefonia e oferecer banda-larga, justamente por causa das regulamentações e monopólio criado pela a Anatel. Se fosse o contrário, qualquer um poderia abrir uma empresa e oferecer o serviço, nem que fosse apenas para um bairro ou uma cidade, mas agora é impossível isso.


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 Assunto do Tópico: Re: futura internet fixa com limite de dados?
MensagemEnviado: Seg, 11-04-16 00:26 
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Dai voce cria uma empresa de internet e:
- Não consegue competir com as empresas gigantescas que ja existem;
- Tem um produto bom, e a empresa gigantesca decide te comprar pra evitar concorrencia;
- Tem um produto bom, porem a empresa gigantesca decide que vai competir com voce e te destroi pq eles tem muito mais capital e é impossivel competir com eles.

Serio, da uma lida no que vem acontecendo no mercado de cervejas (cof cof ambev)
Talvez seria diferente pra internet, pois o dinheiro necessario para abrir uma dessas é muito maior e voce esperaria que pessoas com maior capacidade estariam atras delas. Mas ainda assim, eu duvido muito que o grande vilão disso tudo seja apenas a anatel (ainda mais porque deve ter bastante gente de interesse com amizades com os nomes grandes da anatel e suas contas bancarias)


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 Assunto do Tópico: Re: futura internet fixa com limite de dados?
MensagemEnviado: Seg, 11-04-16 00:50 
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boomer escreveu:
Dai voce cria uma empresa de internet e:
- Não consegue competir com as empresas gigantescas que ja existem;
- Tem um produto bom, e a empresa gigantesca decide te comprar pra evitar concorrencia;
- Tem um produto bom, porem a empresa gigantesca decide que vai competir com voce e te destroi pq eles tem muito mais capital e é impossivel competir com eles.

- Compete oferecendo um serviço melhor (qualidade, preço, disponibilidade, etc);
- Nega ser comprado - hoje em dia nem existem nanicos para serem comprados;
- Ótimo, significa que a nanica está irritando e a gigante teve que se adaptar oferecendo um serviço melhor. Não existe absolutamente nenhum motivo para ir contra empresas gigantes apenas pelo seu tamanho. Se existe apenas uma fazendo aquele serviço, significa que a) o serviço que eles oferecem é bom o suficiente para manter o status quo ou b) existe alguma entidade que não permite outras pessoas de fornecer algo melhor.
boomer escreveu:
Serio, da uma lida no que vem acontecendo no mercado de cervejas (cof cof ambev)
Talvez seria diferente pra internet, pois o dinheiro necessario para abrir uma dessas é muito maior e voce esperaria que pessoas com maior capacidade estariam atras delas. Mas ainda assim, eu duvido muito que o grande vilão disso tudo seja apenas a anatel (ainda mais porque deve ter bastante gente de interesse com amizades com os nomes grandes da anatel e suas contas bancarias)

O governo já fechou dezenas de cervejarias caseiras com regulamentações e leis imbecis, tanto por via da legalidade quanto pela via taxativa. O correto seria a Anatel (ou qualquer órgão governamental do tipo) nem sequer existir, ou no mínimo ser uma agência reguladora que não influência na iniciativa privada a ponto de criar monopólios. Do jeito que ela existe hoje, é impossível haver uma concorrência tanto de iniciativa dos cidadãos enfurecidos com o serviço das gigantes, quanto serviço em termos de disponibilidade para tais cidadãos.


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 Assunto do Tópico: Re: futura internet fixa com limite de dados?
MensagemEnviado: Seg, 11-04-16 13:38 
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eu uso virtua a mt tempo e ja excedi várias vezes. fica tipo "inavegavel". muito lento mesmo, a ponto de nao carregar o google. e o pior de tudo é quando vc liga para a net perguntando o q aconteceu e os atendentes mal sabem te informar o q esta acontecendo. a soluçao q encontrei foi aumentar o pacote de internet, pois "reseta" a cota, e no outro dia, reduz o pacote novamente. e tambem gostaria de lembrar q isso ja acontece na telefonia móvel ha algum tempo, e pelo menos pra mim, quando excedo o plano, nao consigo navegar! =/


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 Assunto do Tópico: Re: futura internet fixa com limite de dados?
MensagemEnviado: Seg, 11-04-16 16:37 
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Citação:
- Compete oferecendo um serviço melhor (qualidade, preço, disponibilidade, etc);
- Nega ser comprado - hoje em dia nem existem nanicos para serem comprados;
- Ótimo, significa que a nanica está irritando e a gigante teve que se adaptar oferecendo um serviço melhor. Não existe absolutamente nenhum motivo para ir contra empresas gigantes apenas pelo seu tamanho. Se existe apenas uma fazendo aquele serviço, significa que a) o serviço que eles oferecem é bom o suficiente para manter o status quo ou b) existe alguma entidade que não permite outras pessoas de fornecer algo melhor.


-Como oferecer um serviço melhor competindo com uma empresa que tem muito mais capital? O único jeito é diminuir a qualidade e diminuir o preço, isso não garante concorrência longínqua

-Como negar ser comprado se a outra empresa com uma simples manobra pode tirar grande parte do seu mercado? Se a empresa grande quer te comprar, não é pela concorrência, mas sim pelo mercado alternativo que sua empresa possui, e ela quer usufruir dele sem precisar gastar dinheiro fazendo uma nova marca, apenas reutilizando uma já conceituada neste mercado.

Citação:
-Se existe apenas uma fazendo aquele serviço, significa que a) o serviço que eles oferecem é bom o suficiente para manter o status quo ou b) existe alguma entidade que não permite outras pessoas de fornecer algo melhor.


Então você é a favor do monopólio. Ou seja, você não é contra as grandes empresas que podem obter quase todo mercado e não dar espaço para empresas de pequeno e médio porte (a maioria), que hoje, pra existirem necessitam de subsídios, pois o mercado foi muito aberto e permitiu a formação de carteis e fusões monstruosas.
Pra você ter uma ideia, a Volvo e a Scania anunciaram que iam se fundir em uma só empresa. A União Européia baniu a fusão, e se eles oficializassem, a Suécia seria expulsa da própria União Européia. A razão é o monopólio.


Citação:
O correto seria a Anatel (ou qualquer órgão governamental do tipo) nem sequer existir, ou no mínimo ser uma agência reguladora que não influência na iniciativa privada a ponto de criar monopólios.


Essa afirmação não faz muito sentido, primeiro, se não existe agência reguladora não existirá imposições de carteis e fusões no mercado. Ou seja se não tivéssemos uma agência que regulasse o comércio de bebidas, a Coca Cola e a AmBev poderiam se fundir, e me diga, quem poderia competir com elas? Roller; PicNic; Cotuba; Tubaína não seriam opções, e uma marca nova ainda menos. E a segunda afirmção eu não entendi completamente nada.

Eu sou liberal, mas admito que um mercado sem regulações vira um caos, temos duas crises que explicitam isso. Sou adepto da livre concorrência, mas primeiro, deve haver espaço para que ela aconteça; a AmBev com 60% do mercado dificulta muito isso, mas ainda tem, mais que isso é simplesmente matar outras empresas. Acreditar que privatizar tudo é a solução, é uma visão simplesmente unilateral, o Pastor Everaldo prega isto (duvido que você votará nele). FHC fez isso, porque o Brasil precisava e foi contra todas as obras que ele publicou anteriormente, foi uma bela jogada, mas agora o Brasil necessita de empresas fortes de sua nacionalidade, não de outras. Todos países ricos são adeptos do liberalismo, mas não querem outras empresas se instalando nos países deles, isso porque para o liberalismo funcionar, ele necessita de práticas protecionistas do seu próprio país (qualquer país decente dá muito valor ao produto nacional, o Brasil tem capacidade para o mesmo, só ver o exemplo da Coréia do Sul), pra aí sim, permitir uma livre concorrência saudável, com empresas estrangeiras em seu país.

E se você achar que tudo o que eu disse é bobagem (tem uma grande chance de ser verdade, também) e só você ver o quanto a literatura cyberpunk prega/pregava isso, e o quanto ela é real hoje em dia.


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 Assunto do Tópico: Re: futura internet fixa com limite de dados?
MensagemEnviado: Seg, 11-04-16 17:41 
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El_Jason escreveu:
-Como oferecer um serviço melhor competindo com uma empresa que tem muito mais capital? O único jeito é diminuir a qualidade e diminuir o preço, isso não garante concorrência longínqua
-Como negar ser comprado se a outra empresa com uma simples manobra pode tirar grande parte do seu mercado? Se a empresa grande quer te comprar, não é pela concorrência, mas sim pelo mercado alternativo que sua empresa possui, e ela quer usufruir dele sem precisar gastar dinheiro fazendo uma nova marca, apenas reutilizando uma já conceituada neste mercado.
Diminuir o preço não significa diminuir a qualidade, e esse é um dos jeitos que muitas indústrias e mercados já quebraram vindo de atores pequenos contra gigantes. Se a manobra é simples, por que a empresa grande não faz ao invés de comprar, ainda mais se o dono da pequena empresa negar a compra? Se a empresa grande consegue fornecer um produto melhor comparado ao da pequena, o que tem de errado? Se a empresa grande usa mais capital do que pode e sai no prejuízo só para quebrar uma empresa pequena, quem vai se ferrar é a grande pois uma nova pode aparecer logo em seguida. E se a empresa grande continuar a ser estúpida e ficar arriscando capital em prejuízo, só para quebrar empresas pequenas, quem vai quebrar logo em seguida é a grande. Até porque, o objetivo da nova e pequena empresa não é quebrar a grande, e sim ganhar dinheiro enquanto fornece uma alternativa para os consumidores. O fato de isso incomodar (e potencialmente quebrar) uma grande empresa é só um bônus.
El_Jason escreveu:
Então você é a favor do monopólio. Ou seja, você não é contra as grandes empresas que podem obter quase todo mercado e não dar espaço para empresas de pequeno e médio porte (a maioria), que hoje, pra existirem necessitam de subsídios, pois o mercado foi muito aberto e permitiu a formação de carteis e fusões monstruosas.
Pra você ter uma ideia, a Volvo e a Scania anunciaram que iam se fundir em uma só empresa. A União Européia baniu a fusão, e se eles oficializassem, a Suécia seria expulsa da própria União Européia. A razão é o monopólio.
O espaço que uma nova empresa pode ter existe naturalmente. Ele só deixa de existir por via artificial, quando o governo se opõe a tal existência e acaba criando monopólios. Por si só, uma empresa grande não apresenta problemas. Podemos ver exemplos disso em toda parte que não existe regulamentação, ou existe regulamentação mínima. Google é a gigante da busca, mas não é um monopólio, pois existe competição livre para qualquer pessoa criar um sistema de busca. Duas décadas atrás, o gigante do social networking era o Myspace, alguns anos depois o Facebook, e hoje compete diretamente com o Twitter, e isso muda em poucos anos só pela própria natureza livre da internet. Anos atrás quem dominava streaming era ustream, depois livestream, depois justintv que virou twitchtv. Enquanto isso YouTube, azubu e outros tentam se adaptar para fornecer um serviço melhor. O produto anterior se adapta ou morre, o bom prevalece e o ruim desaparece. Muitos dos outros mercados são extremamente regulados, com leis em cima de leis atrapalhando competição neste exemplo. A banda larga no Brasil cai nessa situação. Para ter acesso a frequência de rádio para telefonia, banda-larga e celular, é necessário pagar bilhões de dólares, enquanto que nos EUA ou em países da Europa com mercado pouco regulamentado, é extremamente fácil e barato não só abrir uma empresa, mas todo o processo de importar equipamentos para fiação, e infraestrutura, manutenção, e fornecer o próprio serviço é simples e barato.
El_Jason escreveu:
Essa afirmação não faz muito sentido, primeiro, se não existe agência reguladora não existirá imposições de carteis e fusões no mercado. Ou seja se não tivéssemos uma agência que regulasse o comércio de bebidas, a Coca Cola e a AmBev poderiam se fundir, e me diga, quem poderia competir com elas? Roller; PicNic; Cotuba; Tubaína não seriam opções, e uma marca nova ainda menos. E a segunda afirmação eu não entendi completamente nada.
Só existe um mecanismo que cria monopólios, e é o governamental na forma de agências de regulamentação. Você está cometendo o erro de achar que uma empresa grande é automaticamente um monopólio, que uma empresa grande é um erro por si só, que competição só é justa se for em nível de mesmo capital com as mairoes empresas, e que também de achar que o consumidor precisa ser protegido pelo governo de empresas que fornecem um serviço ou outro, como se tais serviços fossem automaticamente vinculados ao bem social. Compra quem quer, não consome quem não quer. Nada do que você cita sequer é um bem necessário e escasso para se justificar uma intervenção.
El_Jason escreveu:
Eu sou liberal, mas admito que um mercado sem regulações vira um caos, temos duas crises que explicitam isso. Sou adepto da livre concorrência, mas primeiro, deve haver espaço para que ela aconteça; a AmBev com 60% do mercado dificulta muito isso, mas ainda tem, mais que isso é simplesmente matar outras empresas. Acreditar que privatizar tudo é a solução, é uma visão simplesmente unilateral, o Pastor Everaldo prega isto (duvido que você votará nele). FHC fez isso, porque o Brasil precisava e foi contra todas as obras que ele publicou anteriormente, foi uma bela jogada, mas agora o Brasil necessita de empresas fortes de sua nacionalidade, não de outras. Todos países ricos são adeptos do liberalismo, mas não querem outras empresas se instalando nos países deles, isso porque para o liberalismo funcionar, ele necessita de práticas protecionistas do seu próprio país (qualquer país decente dá muito valor ao produto nacional, o Brasil tem capacidade para o mesmo, só ver o exemplo da Coréia do Sul), pra aí sim, permitir uma livre concorrência saudável, com empresas estrangeiras em seu país.

E se você achar que tudo o que eu disse é bobagem (tem uma grande chance de ser verdade, também) e só você ver o quanto a literatura cyberpunk prega/pregava isso, e o quanto ela é real hoje em dia.
Quais são as crises? De que forma uma empresa grande mata uma pequena puramente por seu tamanho, ou melhor, o que impede da pequena atuar no mercado só por termos de tamanho? Existem infinitos mercados com empresas gigantes que o dominam, mas sempre existe espaço para pequenas nascerem, crescerem e derrubarem as grandes.
Todo o resto dessa parte do seu post é corporativismo e louvação ao governo em forma de nacionalismo cego. "Brasil precisa disso porque eu disse." Olha para a Petrobras, aclamada por todo mundo e agora tem ações mais baratas do que banana, e com o consumo de commodities da China caindo, vai virar pó e ser obrigada a se privatizar. O certo não era nem sequer o governo ter estatizado a Petrobras em primeiro lugar (sim, ela era uma empresa privada no começo), e sim deixar o povo brasileiro produzir o petróleo que bem entendesse. Se você realmente quer falar de patriotismo e nacionalismo econômico, pesquise sobre os EUA no século 19 até 1913, quando o FED foi criado e criou essas duas crises que você provavelmente mencionou.


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 Assunto do Tópico: Re: futura internet fixa com limite de dados?
MensagemEnviado: Seg, 11-04-16 21:37 
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Diminuir o preço não significa diminuir a qualidade, e esse é um dos jeitos que muitas indústrias e mercados já quebraram vindo de atores pequenos contra gigantes. Se a manobra é simples, por que a empresa grande não faz ao invés de comprar, ainda mais se o dono da pequena empresa negar a compra?


Eles fazem e isso se chama cartel, e muito dono de empresa pequena vai a falência. E Pouquíssimos não vendem.

Citação:
Se a empresa grande consegue fornecer um produto melhor comparado ao da pequena, o que tem de errado?


Nada.

Citação:
Se a empresa grande usa mais capital do que pode e sai no prejuízo só para quebrar uma empresa pequena, quem vai se ferrar é a grande pois uma nova pode aparecer logo em seguida. E se a empresa grande continuar a ser estúpida e ficar arriscando capital em prejuízo, só para quebrar empresas pequenas, quem vai quebrar logo em seguida é a grande. Até porque, o objetivo da nova e pequena empresa não é quebrar a grande, e sim ganhar dinheiro enquanto fornece uma alternativa para os consumidores. O fato de isso incomodar (e potencialmente quebrar) uma grande empresa é só um bônus.


Cartel não vai fechar uma empresa grande, só vai beneficiar ela e prejudicar a pequena, tanto que é proibido, mas ainda assim, acontece. Sem a regulamentação do mercado, existiria ainda mais.

Citação:
O espaço que uma nova empresa pode ter existe naturalmente. Ele só deixa de existir por via artificial, quando o governo se opõe a tal existência e acaba criando monopólios. Por si só, uma empresa grande não apresenta problemas. Podemos ver exemplos disso em toda parte que não existe regulamentação, ou existe regulamentação mínima. Google é a gigante da busca, mas não é um monopólio, pois existe competição livre para qualquer pessoa criar um sistema de busca.


Monopólio não é intrínseco ao governo, é uma medida pra ser o dono do mercado, logo, as empresas tentarão obter o monopólio. Existem, mas Bing, Ask e Yahoo! não fazem cócegas ao Google, se você tiver um sistema de busca ele não será usado. Yahoo! está bem mal das pernas depois de tentar investir no streaming, Ask e Bing também são fracassos. Internet é uma das áreas mais sem regulamentação do mundo, pois ela é relativamente nova ao mercado e os estudos sobre ela não acompanham a velocidade dela.

Citação:
Duas décadas atrás, o gigante do social networking era o Myspace, alguns anos depois o Facebook, e hoje compete diretamente com o Twitter, e isso muda em poucos anos só pela própria natureza livre da internet. Anos atrás quem dominava streaming era ustream, depois livestream, depois justintv que virou twitchtv. Enquanto isso YouTube, azubu e outros tentam se adaptar para fornecer um serviço melhor. O produto anterior se adapta ou morre, o bom prevalece e o ruim desaparece. Muitos dos outros mercados são extremamente regulados, com leis em cima de leis atrapalhando competição neste exemplo.


MySpace se não faliu, está por falir. Twitter e Tmblr não são concorrentes diretos do Facebook, são tipos de mídias bem diferentes (que se enquadram no quesito rede social) e o Instagram foi comprado pelo Facebook, assim como o Whatsapp. Podem existir outras redes sociais, mas agora elas não fogem do Google ou do Facebook (muito dificilmente, Twitter e Tmblr são exemplos). E o mercado da internet é um dos únicos que permite um livre mercado mais desregulamentado como você disse, em meios táteis, as coisas mudam bastante.

Citação:
A banda larga no Brasil cai nessa situação. Para ter acesso a frequência de rádio para telefonia, banda-larga e celular, é necessário pagar bilhões de dólares, enquanto que nos EUA ou em países da Europa com mercado pouco regulamentado, é extremamente fácil e barato não só abrir uma empresa, mas todo o processo de importar equipamentos para fiação, e infraestrutura, manutenção, e fornecer o próprio serviço é simples e barato.


Não tenho conhecimento sobre isto, então não posso comentar.

Citação:
Todo o resto dessa parte do seu post é corporativismo e louvação ao governo em forma de nacionalismo cego. "Brasil precisa disso porque eu disse." Olha para a Petrobras, aclamada por todo mundo e agora tem ações mais baratas do que banana, e com o consumo de commodities da China caindo, vai virar pó e ser obrigada a se privatizar. O certo não era nem sequer o governo ter estatizado a Petrobras em primeiro lugar (sim, ela era uma empresa privada no começo), e sim deixar o povo brasileiro produzir o petróleo que bem entendesse. Se você realmente quer falar de patriotismo e nacionalismo econômico, pesquise sobre os EUA no século 19 até 1913, quando o FED foi criado e criou essas duas crises que você provavelmente mencionou.


Não estou sendo nacionalista, só prezo que para um país tem uma competição saudável de mercado, ela precisa ter suas próprias empresas ou fica refém do capital estrangeiro e se ferra quando o Capitalismo chega à uma de suas crises (Temos até os PIIGS hoje, grupo de países que não se recuperaram da crise de 2008). Petrobras não explora só Petróleo, é uma das empresas que tem vários conhecimentos químicos e de exploração de outras matrizes energéticas , se não fosse a burrada da Dilma em fazer o Pré-Sal e investisse em outras frentes (Xisto é um exemplo) e se o esquema de corrupção não tivesse acontecido, as ações estariam ainda altas. O escândalo fodeu com a Petrobras, se ela fosse privada, estaria fodida do mesmo jeito. Sobre o FED, assistirei um documentário de 3h e meia sobre ele, mas vi um outro que tratava da mesma questão, e este documentário também incitava que os EUA sabiam do 9/11, e se não me engano, a história do FED sendo o proclamador das duas crises é uma teoria da conspiração.


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 Assunto do Tópico: Re: futura internet fixa com limite de dados?
MensagemEnviado: Ter, 12-04-16 19:40 
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http://olhardigital.uol.com.br/noticia/ ... fixa/57071

como diz na notícia, funciona há meses o limite de dados na internet fixa na oi e net.

e qm puder colaborar com a petição e passar para o próximo, seria ótimo.



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 Assunto do Tópico: Re: futura internet fixa com limite de dados?
MensagemEnviado: Ter, 12-04-16 21:43 
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esse país é uma piada pronta


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 Assunto do Tópico: Re: futura internet fixa com limite de dados?
MensagemEnviado: Qui, 14-04-16 19:36 
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 Assunto do Tópico: Re: futura internet fixa com limite de dados?
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El_Jason escreveu:
Eles fazem e isso se chama cartel, e muito dono de empresa pequena vai a falência. E Pouquíssimos não vendem.

A causa disso é o consumidor, e não a empresa grande, por usar o melhor serviço disponível no mercado, independente do porte da empresa.
El_Jason escreveu:
Cartel não vai fechar uma empresa grande, só vai beneficiar ela e prejudicar a pequena, tanto que é proibido, mas ainda assim, acontece. Sem a regulamentação do mercado, existiria ainda mais.

Fecha sim, vide o que eu disse antes: se uma empresa gasta mais do que ganha fornecendo um serviço só para quebrar a competição, cedo ou tarde esta empresa vai quebrar, independente do seu tamanho. Empresas falirem faz bem para a economia, pois todos os agentes envolvidos nisso tem a chance de aprender com os próprios erros, ao invés do governo segurar a mão.
El_Jason escreveu:
Monopólio não é intrínseco ao governo, é uma medida pra ser o dono do mercado, logo, as empresas tentarão obter o monopólio. Existem, mas Bing, Ask e Yahoo! não fazem cócegas ao Google, se você tiver um sistema de busca ele não será usado. Yahoo! está bem mal das pernas depois de tentar investir no streaming, Ask e Bing também são fracassos. Internet é uma das áreas mais sem regulamentação do mundo, pois ela é relativamente nova ao mercado e os estudos sobre ela não acompanham a velocidade dela.

Sim, é, pois sem intervenção, qualquer pessoa e qualquer empresa pode competir. O monopólio vem justamente do governo proibindo essa competição. Só pelo fato de Google ter concorrentes, apesar de ruins, automaticamente quebra o seu argumento de que é um monopólio. Existem inúmeras funções que o Google copiou da competição, muitas não deram em nada, muitos foram melhorados, mesmo se só analisarmos a área de busca.
El_Jason escreveu:
MySpace se não faliu, está por falir. Twitter e Tmblr não são concorrentes diretos do Facebook, são tipos de mídias bem diferentes (que se enquadram no quesito rede social) e o Instagram foi comprado pelo Facebook, assim como o Whatsapp. Podem existir outras redes sociais, mas agora elas não fogem do Google ou do Facebook (muito dificilmente, Twitter e Tmblr são exemplos). E o mercado da internet é um dos únicos que permite um livre mercado mais desregulamentado como você disse, em meios táteis, as coisas mudam bastante.

E nada disso justifica regulamentar a internet, e o mesmo procede para todas as outras indústrias. O fato da internet "se mover mais rápida" não difere em nada, aliás, só prova que governos são mecanismos jurássicos que não conseguem acompanhar perante um setor tão sofisticado e livre como a internet. Todas as tentativas de governos tentarem intervir na internet só se dão por meio das ISPs, que felizmente serão passadas para trás com as novas soluções que estão por vir, coisa que um governo não permitiria se pudesse ter qualquer controle.
El_Jason escreveu:
Não estou sendo nacionalista, só prezo que para um país tem uma competição saudável de mercado, ela precisa ter suas próprias empresas ou fica refém do capital estrangeiro e se ferra quando o Capitalismo chega à uma de suas crises (Temos até os PIIGS hoje, grupo de países que não se recuperaram da crise de 2008). Petrobras não explora só Petróleo, é uma das empresas que tem vários conhecimentos químicos e de exploração de outras matrizes energéticas , se não fosse a burrada da Dilma em fazer o Pré-Sal e investisse em outras frentes (Xisto é um exemplo) e se o esquema de corrupção não tivesse acontecido, as ações estariam ainda altas. O escândalo fodeu com a Petrobras, se ela fosse privada, estaria fodida do mesmo jeito.

Competição saudável de mercado não combina com protecionismo, corporativismo e intervenção governamental na economia. Exemplo: um dos maiores investimentos/subsídios/intervenções que o governo brasileiro fez foi no setor automobilístico (intervenção), que é dominado por empresas internacionais (corporativismo), e só existe porque o governo despeja tanto crédito para os bancos (intervenção governamental) para as pessoas fazerem empréstimos para comprar carros. Agora que ninguém consegue pagar as 100 prestações, os bancos implodem em juros e o governo injeta mais crédito (protecionismo) para tentar resolver o problema que ele próprio criou, criando um vício na economia.
El_Jason escreveu:
Sobre o FED, assistirei um documentário de 3h e meia sobre ele, mas vi um outro que tratava da mesma questão, e este documentário também incitava que os EUA sabiam do 9/11, e se não me engano, a história do FED sendo o proclamador das duas crises é uma teoria da conspiração.

Você é incapaz de enxergar a correlação entre o banco central (no caso dos EUA, o FED) imprimir uma tonelada de dinheiro para controlar o país em diversas formas, com inflação monstruosas que acarretam em crises econômicas, e tudo que você conseguiu argumentar é que é culpa do capitalismo e que é, no mínimo, uma teoria de conspiração?

No mais, você criou vários espantalhos ("empresa grande automaticamente é ruim", "empresas grandes existem para acabar com a competição", e outras coisas como "a solução causada pela regulamentação é mais regulamentação", usando como base justamente o que causa a situação da qual você critica: um governo grande que impõe grandes barreiras na economia, e você pede por MAIS governo para impor mais barreiras na economia. Não faz sentido.


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 Assunto do Tópico: Re: futura internet fixa com limite de dados?
MensagemEnviado: Ter, 19-04-16 03:46 
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Arr! escreveu:
El_Jason escreveu:
Eles fazem e isso se chama cartel, e muito dono de empresa pequena vai a falência. E Pouquíssimos não vendem.

A causa disso é o consumidor, e não a empresa grande, por usar o melhor serviço disponível no mercado, independente do porte da empresa.
El_Jason escreveu:
Cartel não vai fechar uma empresa grande, só vai beneficiar ela e prejudicar a pequena, tanto que é proibido, mas ainda assim, acontece. Sem a regulamentação do mercado, existiria ainda mais.

Fecha sim, vide o que eu disse antes: se uma empresa gasta mais do que ganha fornecendo um serviço só para quebrar a competição, cedo ou tarde esta empresa vai quebrar, independente do seu tamanho. Empresas falirem faz bem para a economia, pois todos os agentes envolvidos nisso tem a chance de aprender com os próprios erros, ao invés do governo segurar a mão.
El_Jason escreveu:
Monopólio não é intrínseco ao governo, é uma medida pra ser o dono do mercado, logo, as empresas tentarão obter o monopólio. Existem, mas Bing, Ask e Yahoo! não fazem cócegas ao Google, se você tiver um sistema de busca ele não será usado. Yahoo! está bem mal das pernas depois de tentar investir no streaming, Ask e Bing também são fracassos. Internet é uma das áreas mais sem regulamentação do mundo, pois ela é relativamente nova ao mercado e os estudos sobre ela não acompanham a velocidade dela.

Sim, é, pois sem intervenção, qualquer pessoa e qualquer empresa pode competir. O monopólio vem justamente do governo proibindo essa competição. Só pelo fato de Google ter concorrentes, apesar de ruins, automaticamente quebra o seu argumento de que é um monopólio. Existem inúmeras funções que o Google copiou da competição, muitas não deram em nada, muitos foram melhorados, mesmo se só analisarmos a área de busca.
El_Jason escreveu:
MySpace se não faliu, está por falir. Twitter e Tmblr não são concorrentes diretos do Facebook, são tipos de mídias bem diferentes (que se enquadram no quesito rede social) e o Instagram foi comprado pelo Facebook, assim como o Whatsapp. Podem existir outras redes sociais, mas agora elas não fogem do Google ou do Facebook (muito dificilmente, Twitter e Tmblr são exemplos). E o mercado da internet é um dos únicos que permite um livre mercado mais desregulamentado como você disse, em meios táteis, as coisas mudam bastante.

E nada disso justifica regulamentar a internet, e o mesmo procede para todas as outras indústrias. O fato da internet "se mover mais rápida" não difere em nada, aliás, só prova que governos são mecanismos jurássicos que não conseguem acompanhar perante um setor tão sofisticado e livre como a internet. Todas as tentativas de governos tentarem intervir na internet só se dão por meio das ISPs, que felizmente serão passadas para trás com as novas soluções que estão por vir, coisa que um governo não permitiria se pudesse ter qualquer controle.
El_Jason escreveu:
Não estou sendo nacionalista, só prezo que para um país tem uma competição saudável de mercado, ela precisa ter suas próprias empresas ou fica refém do capital estrangeiro e se ferra quando o Capitalismo chega à uma de suas crises (Temos até os PIIGS hoje, grupo de países que não se recuperaram da crise de 2008). Petrobras não explora só Petróleo, é uma das empresas que tem vários conhecimentos químicos e de exploração de outras matrizes energéticas , se não fosse a burrada da Dilma em fazer o Pré-Sal e investisse em outras frentes (Xisto é um exemplo) e se o esquema de corrupção não tivesse acontecido, as ações estariam ainda altas. O escândalo fodeu com a Petrobras, se ela fosse privada, estaria fodida do mesmo jeito.

Competição saudável de mercado não combina com protecionismo, corporativismo e intervenção governamental na economia. Exemplo: um dos maiores investimentos/subsídios/intervenções que o governo brasileiro fez foi no setor automobilístico (intervenção), que é dominado por empresas internacionais (corporativismo), e só existe porque o governo despeja tanto crédito para os bancos (intervenção governamental) para as pessoas fazerem empréstimos para comprar carros. Agora que ninguém consegue pagar as 100 prestações, os bancos implodem em juros e o governo injeta mais crédito (protecionismo) para tentar resolver o problema que ele próprio criou, criando um vício na economia.
El_Jason escreveu:
Sobre o FED, assistirei um documentário de 3h e meia sobre ele, mas vi um outro que tratava da mesma questão, e este documentário também incitava que os EUA sabiam do 9/11, e se não me engano, a história do FED sendo o proclamador das duas crises é uma teoria da conspiração.

Você é incapaz de enxergar a correlação entre o banco central (no caso dos EUA, o FED) imprimir uma tonelada de dinheiro para controlar o país em diversas formas, com inflação monstruosas que acarretam em crises econômicas, e tudo que você conseguiu argumentar é que é culpa do capitalismo e que é, no mínimo, uma teoria de conspiração?

No mais, você criou vários espantalhos ("empresa grande automaticamente é ruim", "empresas grandes existem para acabar com a competição", e outras coisas como "a solução causada pela regulamentação é mais regulamentação", usando como base justamente o que causa a situação da qual você critica: um governo grande que impõe grandes barreiras na economia, e você pede por MAIS governo para impor mais barreiras na economia. Não faz sentido.

Arr não é só Cameraman. Arr é conhecimento também.


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MensagemEnviado: Ter, 19-04-16 10:01 
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MensagemEnviado: Ter, 19-04-16 11:35 
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Ta, eu nao queria participar mais disso, mas né...

Monopólios (e carteis) ocorrem independente da presença ou não de governo. Normalmente se pensa que o governo pode gerar apenas estas duas ideias opostas:
1) Ajudar a formação destes monopólios, ao limitar a concorrência e a adesão de novas empresas;
2) Evitar a formação destes monopólios, ao facilitar a concorrência e adesão de novas empresas.

Eu acho que ambos os itens acontecem ao longo do mundo e das variadas empresas e agencias estatais que supervisionam os setores. Dai depende de como são as pessoas que administram as agências estatais, e como funciona o mercado de tal bem. Porém ele não se apresenta apenas como um ou outro. Tudo depende da distribuição destas duas ideias, junto de outros aspectos interferentes a cada mercado.

Acredito eu que a Anatel faz bastante cagadas, porém eu não acho que, sem a presença dela, a nossa internet seria maravilhosa. Isso é uma utopia (assim como a ideia de livre mercado, e anarquismo junto de suas vertentes). O binarismo que essas discussões sempre acabam atingindo é algo bem triste. Ou é alguém dizendo pra não ter mais estado, enquanto o outro diz pro estado controlar tudo. É algo sem nuances. E vocês sabem tão bem quanto eu que economia é criticamente dependente destes nuances, muitas vezes quase invisíveis ao olho não treinado.

Enfim, recomendo a leitura dos trabalhos do Jean Tirole, ganhador do Nobel de economia, sobre a ideia de monopólios.


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 Assunto do Tópico: Re: futura internet fixa com limite de dados?
MensagemEnviado: Ter, 19-04-16 12:27 
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Ta, eu nao queria participar mais disso, mas né...

Monopólios (e carteis) ocorrem independente da presença ou não de governo. Normalmente se pensa que o governo pode gerar apenas estas duas ideias opostas:
1) Ajudar a formação destes monopólios, ao limitar a concorrência e a adesão de novas empresas;
2) Evitar a formação destes monopólios, ao facilitar a concorrência e adesão de novas empresas.

Eu acho que ambos os itens acontecem ao longo do mundo e das variadas empresas e agencias estatais que supervisionam os setores. Dai depende de como são as pessoas que administram as agências estatais, e como funciona o mercado de tal bem. Porém ele não se apresenta apenas como um ou outro. Tudo depende da distribuição destas duas ideias, junto de outros aspectos interferentes a cada mercado.

Acredito eu que a Anatel faz bastante cagadas, porém eu não acho que, sem a presença dela, a nossa internet seria maravilhosa. Isso é uma utopia (assim como a ideia de livre mercado, e anarquismo junto de suas vertentes). O binarismo que essas discussões sempre acabam atingindo é algo bem triste. Ou é alguém dizendo pra não ter mais estado, enquanto o outro diz pro estado controlar tudo. É algo sem nuances. E vocês sabem tão bem quanto eu que economia é criticamente dependente destes nuances, muitas vezes quase invisíveis ao olho não treinado.

Enfim, recomendo a leitura dos trabalhos do Jean Tirole, ganhador do Nobel de economia, sobre a ideia de monopólios.

Explane como que a impossibilidade de competição e alternativas surge naturalmente. Utopia é achar que um grupo de pessoas selecionadas parcialmente e sem mérito por burocratas para decidir pelos consumidores é capaz de administrar e presidir acima do mercado de tal modo a saber o que cada um destes consumidores querem. Demanda evolve constantemente e naturalmente, e não é uma agência reguladora que vai ditar isso, e sim o próprio mercado.

Imagem

O que você vê é uma distribuição quase perfeita de um milhão para um entre empresas e pessoas nos países mais economicamente livres, e em certos casos até superior onde o mercado opera conforme a demanda. A partir disso, dá para notar que nem os EUA, considerado o bastião do mercado livre, tem um mercado tão livre assim se comparado com outros países. Outro exemplo, que não está na lista, é a Polônia, um país recém-saído do status de 'em desenvolvimento' pós-guerra, que existe oferta de internet 5G ilimitada por 7 dólares, e dezenas de companhias que oferecem estes serviço que sequer são nacionais. Quem sai ganhando é o consumidor, graças ao governo que faz absolutamente nada nesse setor.

Eu me atenho ao assunto sobre internet e telefonia para este tópico, mas posso citar outras indústrias que operam em alta liberdade econômica e sem a intrusão do governo. Recomendo ler Power and Market, por Rothbard.


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 Assunto do Tópico: Re: futura internet fixa com limite de dados?
MensagemEnviado: Ter, 19-04-16 14:08 
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Arr! escreveu:
Rothbard.


O mesmo que lançou um livro falando que a crise de 29 foi causada pela intervenção do governo na economia, e que o mercado se regularia independentemente?

Li um pouco do livro e parei, por mais que você acredite em uma teoria, é preciso saber que ela tem e terá falhas. Liberalismo falhou em 29.

É Utopia também acreditar que o mercado é uma entidade divina que sempre se modifica evitando suas falhas e nunca prejudica a sociedade.

Depois respondo o teu outro post, mais tarde.


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 Assunto do Tópico: Re: futura internet fixa com limite de dados?
MensagemEnviado: Ter, 19-04-16 14:41 
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El_Jason escreveu:
Arr! escreveu:
Rothbard.


O mesmo que lançou um livro falando que a crise de 29 foi causada pela intervenção do governo na economia, e que o mercado se regularia independentemente?

Li um pouco do livro e parei, por mais que você acredite em uma teoria, é preciso saber que ela tem e terá falhas. Liberalismo falhou em 29.

É Utopia também acreditar que o mercado é uma entidade divina que sempre se modifica evitando suas falhas e nunca prejudica a sociedade.

Depois respondo o teu outro post, mais tarde.

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MensagemEnviado: Ter, 19-04-16 20:36 
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http://olhardigital.uol.com.br/noticia/ ... fixa/57419

PAREM DE GASTAR A INTERNET
VOCÊS AI JOGADORES DE TEAM FORTRESS 2 ESTÃO ACABANDO COM AS FONTES DE INTERNET DO MUNDO


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 Assunto do Tópico: Re: futura internet fixa com limite de dados?
MensagemEnviado: Ter, 19-04-16 22:07 
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acho que são os jogadores de gta v, de team fortress 2 não

é lamentável saber que o cara dá uma dessas. sinceramente, as empresas poderiam ter começado com essas coisas de franquia bem antes, de acordo com a necessidade do usuário (pelo menos sem corte caso estourasse)

a falta de administração desses serviços os obrigaram a tomar a atitude agora, que por muito tempo oferece de forma ilimitada permitindo netflix e whatsapp a arrombar ainda mais seus cofres


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 Assunto do Tópico: Anatel sobre limitação da franquia de banda larga
MensagemEnviado: Qua, 20-04-16 12:00 
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https://www.youtube.com/watch?v=K4hGLPBq5MY
masoq?
Então de grosso modo a culpa é de quem joga muito e isso gasta internet? Ou seja, nós?
não faz sentido ._.


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 Assunto do Tópico: Re: futura internet fixa com limite de dados?
MensagemEnviado: Qua, 20-04-16 12:52 
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boomer escreveu:
Ta, eu nao queria participar mais disso, mas né...

Monopólios (e carteis) ocorrem independente da presença ou não de governo. Normalmente se pensa que o governo pode gerar apenas estas duas ideias opostas:
1) Ajudar a formação destes monopólios, ao limitar a concorrência e a adesão de novas empresas;
2) Evitar a formação destes monopólios, ao facilitar a concorrência e adesão de novas empresas.


na verdade podemos dizer que existem dois tipos de monopólios:

1) Natural. Aquele em que uma empresa domina todo o mercado puramente por oferecer o melhor produto, no melhor preço entre outros fatores... poderíamos elencar aqui tudo o que interfere na teoria marginal de utilidade, mas o fato é que o monopólio natural é formado pelo consumidor (leia-se povão) que livremente opta pelo produto que quer. Um exemplo é a IBM, que durante a boa parte do séc XX tinha praticamente 100% do marketshare de um mercado pouco ou quase nada regulado que era o da informatica, até surgirem empresas como Apple e Microsoft pra literalmente tocar o terror no monopólio da IBM. Sem necessidade de governo algum interferir.

Outro exemplo interessante - que não é o caso exatamente de um monopólio - mas de uma empresa que ocupa grande parte do mercado: a Coca. Você vai dizer que a Coca é malvadona, que compra toda a competição, que é dona do mundo, que mata criancinha. Você pode até ter razão nisso. Mas não esqueça da coisa mais importante do porquê a Coca existir: tem (muita) gente que bebe ela.

Portanto acho que eu e você vamos concordar que monopólios naturais (que naturalmente tem a tendência de acabar em pouco tempo) são ok, certo?

2) Artificial. Monopólios criados com ou sem intenção a partir de medidas tomadas pelo Estado, geralmente com o intuito de "proteger o consumidor" ou "oferecer oportunidades" ou simplesmente o famoso "justiça social". Medidas que regulam o mercado, criando uma série de barreiras para novos competidores. O caso clássico no Brasil são os Correios. Acaba com esse monopólio pra ver se o serviço de cartas e entregas não vai melhorar 200% e seu preço abaixar outros 200%.

Em casos de monopólios artificiais o consumidor é levado, induzido - quem sabe obrigado - a comprar de determinada empresa, geralmente uma que tenha vários "contatinhos" no governo, que tenha bancado campanha de político, etc, o famoso corporativismo (que de liberalismo NADA tem).

Outro caso, que está na mídia, que deixa tudo isso que escrevo gritantemente evidente, é o caso do monopólio dos taxis. Garantido pelo Estado, com o intuito de "PROTEGER O CONSUMIDOR", presumindo que esse consumidor não tem a capacidade de saber se quer andar de taxi ou uber. Se o serviço do uber é tão horrivel e inseguro como alegam os burocratas e taxistas (você vê aqui o corporativismo do qual falei antes?), por que simplesmente não deixar o consumidor decidir? Jamais, né? O Estado sabe o que devo fazer da minha vida mais do que eu mesmo. Ele cuida tão bem de mim.

O mais engraçado e paradoxal é ver essa galera progressista e estadista defendendo o uber. Ué, o mercado não era malvadão? O Estado não visa o bem estar do cidadão?

El_Jason escreveu:
Arr! escreveu:
Rothbard.


O mesmo que lançou um livro falando que a crise de 29 foi causada pela intervenção do governo na economia, e que o mercado se regularia independentemente?

Li um pouco do livro e parei, por mais que você acredite em uma teoria, é preciso saber que ela tem e terá falhas. Liberalismo falhou em 29.

É Utopia também acreditar que o mercado é uma entidade divina que sempre se modifica evitando suas falhas e nunca prejudica a sociedade.

Depois respondo o teu outro post, mais tarde.


404 argumento not found

1929 > crash da economia
1930 > economia volta a se recuperar normalmente
1931 > governo resolve intervir
1932 > apse da crise IAEFHIUAEHFUAIE


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v1tor escreveu:
404 argumento not found

1929 > crash da economia
1930 > economia volta a se recuperar normalmente
1931 > governo resolve intervir
1932 > apse da crise IAEFHIUAEHFUAIE


Que eu saiba o New Deal começou em 1933. E você realmente acha que o mercado se recuperaria sozinho, sem nenhum incentivo do governo? Os EUA só foram sair da crise após a 2ª Guerra e por mais que as ideias do Keynes tenham sido contestadas naquela época e nos dias de hoje, elas foram necessárias e por mais que a teoria dele não seja perfeita, ele ajudou os EUA a melhorar da crise.


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Arr! escreveu:
A causa disso é o consumidor, e não a empresa grande, por usar o melhor serviço disponível no mercado, independente do porte da empresa.


Os postos de uma cidade querem eliminar o concorrente, eles combinam um certo preço e eliminam o concorrente. A concorrência era livre, e o mercado era bem divido, como a maioria dos postos não querem diminuir o seu lucro, formam um cartel. Cartel é feito pelas empresas no intuito de diminuir o mercado de outras ou até extinguí-las da concorrência. Se o estado não proibir os cartéis ocorrerão monopólios.

Citação:
Fecha sim, vide o que eu disse antes: se uma empresa gasta mais do que ganha fornecendo um serviço só para quebrar a competição, cedo ou tarde esta empresa vai quebrar, independente do seu tamanho.


A AmBev não fechou até hoje, e eles quebram ou compram a concorrência. A Scania também. A JBS também.

Citação:
Empresas falirem faz bem para a economia, pois todos os agentes envolvidos nisso tem a chance de aprender com os próprios erros, ao invés do governo segurar a mão.


Meu pai faliu e até hoje não se recuperou da merda que ele fez. Muitos outros também. O número de suicídios cresce quando uma empresa vai a falência, então ele geralmente nem chega a aprender com os próprios erros. Além disso, sua nova empresa terá bem menos capital, ele terá que ressarcir seus funcionários e terá várias dívidas pra se conter para a vida inteira. E com a falência de uma nova empresa, as outras ganham mercado e ele fica ainda mais fechado para a concorrência dos pequenos. Se a falência de uma empresa faz bem para a economia, porque os EUA não deixou a GM falir depois de 2008? Acho que você quis dizer outra coisa, mas com as palavras erradas. Falir empresas nunca é bom para a economia e o argumento que você utilizou, my deus.


Citação:
Sim, é, pois sem intervenção, qualquer pessoa e qualquer empresa pode competir. O monopólio vem justamente do governo proibindo essa competição. Só pelo fato de Google ter concorrentes, apesar de ruins, automaticamente quebra o seu argumento de que é um monopólio. Existem inúmeras funções que o Google copiou da competição, muitas não deram em nada, muitos foram melhorados, mesmo se só analisarmos a área de busca.


Do que adianta a concorrência se ela é ruim? Se ela ruim, ela não vai concorrer com você. Governos consideram monopólio quando você apresenta mais de 65% do mercado ou algo assim. E por que o governo impediria a competição? Ainda mais no quesito da internet, que como eu já disse, é um dos poucos meios que a empresa pode ter um monopólio, já que ela não é pouco regulamentada.

Citação:
E nada disso justifica regulamentar a internet, e o mesmo procede para todas as outras indústrias. O fato da internet "se mover mais rápida" não difere em nada, aliás, só prova que governos são mecanismos jurássicos que não conseguem acompanhar perante um setor tão sofisticado e livre como a internet. Todas as tentativas de governos tentarem intervir na internet só se dão por meio das ISPs, que felizmente serão passadas para trás com as novas soluções que estão por vir, coisa que um governo não permitiria se pudesse ter qualquer controle.


Acho que a internet se difere de outras indústrias sim. A internet não depende de laboratórios sofisticados ou até mesmo centros de pesquisa gigantes. Basta uma ideia e sorte que a pessoa consegue se dar bem. E ainda assim, as coisas já estão mudando, é cada vez mais difícil as pessoas do Silicon Valley escaparem das gigantes, se elas criam alguma coisa, elas geralmente são compradas. E cada novo app que surge no mercado, é comprado. Mas quando a pessoa investe em uma área sem tanta competição ou até uma nova área, ela tem chances de prosperar, vide Netflix e Amazon. Pode ver que a Hulu e a Yahoo não conseguiram ter o mesmo sucesso que essas outras, e é bem difícil uma nova empresa conseguir (com exceção dessa nova ideia que pretende pegar todos os lançamentos de Hollywood e oferecê-los por 50 doláres ao mês no On Demand, mas isso já provem de investidores bem poderosos do mercado).


Citação:
Competição saudável de mercado não combina com protecionismo, corporativismo e intervenção governamental na economia. Exemplo: um dos maiores investimentos/subsídios/intervenções que o governo brasileiro fez foi no setor automobilístico (intervenção), que é dominado por empresas internacionais (corporativismo), e só existe porque o governo despeja tanto crédito para os bancos (intervenção governamental) para as pessoas fazerem empréstimos para comprar carros. Agora que ninguém consegue pagar as 100 prestações, os bancos implodem em juros e o governo injeta mais crédito (protecionismo) para tentar resolver o problema que ele próprio criou, criando um vício na economia.


Menos crédito, menos vendas. As vendas recordes de carros dos anos 2000 pra cá foram alavancadas pelas classes C e D. Se não tivesse o crédito, não haveria vendas. Embora eu tenha que concordar que a dificuldade de pagar empréstimos seja um problema e uma das causas da crise de 2008, você tocou no ponto errado do meu argumento, acredito eu. Não sou contra a competição, sou a favor dela, mas acho que o governo deve investir em seus próprios produtos, Gurgel quebrou por causa de falta de investimentos do governo e por causa que ele não tinha condições de competir com as montadoras internacionais. Como eu disse antes, os governos das potências sempre dão subsídios para os produtores de seu país, mas parece que você é contra isso e quer que o país seja refém do capital estrangeiro. Do mais, acho que o governo extremamente protecionista, prejudica o país, vide impostos sobre os carros nacionais que são excessivos e prejudicam a competição. Eu sou a favor do governo ajudar as empresas nacionais para que elas possam competir com as estrangeiras no país, coisa que países europeus praticam, e eu não vejo o porquê do Brasil não praticar. E este exemplo que você deu, embora faça sentido, não sei qual dos argumentos meus ele tenta contrapor, se puder explicar depois, agradeço.

Citação:
Você é incapaz de enxergar a correlação entre o banco central (no caso dos EUA, o FED) imprimir uma tonelada de dinheiro para controlar o país em diversas formas, com inflação monstruosas que acarretam em crises econômicas, e tudo que você conseguiu argumentar é que é culpa do capitalismo e que é, no mínimo, uma teoria de conspiração?


O documento que exprimia esse assunto meio que se tratava de respostas diferentes para algumas causas (não só da crise de 29, mas de outros assuntos, como a formação do crisitianismo). Por isso chamei de conspiracionista. Ainda não tive tempo pra ver um outro documentário que parecia ser mais sério. Mas vi alguns argumentos de que o FED meio que fez a crise de 29, por soltar crédito e permitir a especulação elevada nos EUA, o que causou a crise. Mas como disse, ainda não tive tempo de ver o documentário.

Citação:
No mais, você criou vários espantalhos ("empresa grande automaticamente é ruim", "empresas grandes existem para acabar com a competição", e outras coisas como "a solução causada pela regulamentação é mais regulamentação", usando como base justamente o que causa a situação da qual você critica: um governo grande que impõe grandes barreiras na economia, e você pede por MAIS governo para impor mais barreiras na economia. Não faz sentido.


No meu ver o governo não pode ficar sem interferir em um monopólio, se ele não intervir em ações de empresas gigantes elas podem ganhar o monopólio do mercado e impedir a competição.

Empresa grande não é automaticamente ruim, mas empresa que possui o monopólio é, pois ela não permite a competição.

Não sou a favor de um estado neutro igual à você, mas sim de um estado pouco ativo, aquele que atua somente para beneficiar empresas nacionais para que elas possam competir com as estrangeiras e impedir manobras de empresas que possam prejudicar o mercado, como: cartéis e monopólios.

O que eu não entendo nas suas ideias, é que você acredita que sem regulamentações no mercado, a empresa grande não conquistará o monopólio e ainda haverá concorrência no mercado. Coisa que eu acho bem difícil. Um exemplo disso, é que a AmBev comprou a Bavaria, mas teve de vendê-la, pois se oficializasse a compra, eles teriam o monopólio do mercado. Hoje a Bavaria pertence a uma cervejaria canadense, e é distribuída pela Coca-Cola no interior de SP, e vende bem mais do que já vendeu. Esta atitude do governo não prejudicou o mercado, só o ajudou.

slave escreveu:
conhecimento


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 Assunto do Tópico: Re: futura internet fixa com limite de dados?
MensagemEnviado: Qua, 20-04-16 19:05 
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Maggot!

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El_Jason escreveu:
Que eu saiba o New Deal começou em 1933. E você realmente acha que o mercado se recuperaria sozinho, sem nenhum incentivo do governo? Os EUA só foram sair da crise após a 2ª Guerra e por mais que as ideias do Keynes tenham sido contestadas naquela época e nos dias de hoje, elas foram necessárias e por mais que a teoria dele não seja perfeita, ele ajudou os EUA a melhorar da crise.

O mercado já mostrava sinais de recuperação no final do ano, depois que o desemprego caiu de 9% para em torno de 6% no ano seguinte. Logo em seguida o governo passou uma lei protecionista que colocava impostos altíssimos em importações, com o objetivo de tentar forçar a economia local a substituir tais importações pela produção nacional. No mesmo ano, o desemprego subiu de volta para os 9%, e no ano seguinte chegou nos 23%, por diversos motivos mas em principal uma inflação crescente, salário mínimo estratosférico, e com subsídios falhos tentando fomentar aquela medida protecionista. Não só as (poucas) pessoas que podiam continuar a importar fizeram isso, mas centenas de pequenas e grandes empresas quebraram porque não conseguiam competir com o resto do mundo. Ano após anos, governo após governo, mais medidas protecionistas e intervenções governamentais na economia foram feitas, até que foi implementado a maior política intervencionista dos EUA até então, que foi o New Deal. Pelo resto da década o desemprego nunca ficou abaixo dos 10%, e só foi com a chegada da segunda guerra mundial que o desemprego diminuiu ilusoriamente, porque tirou um monte de pobres e os colocou no militar, junto com uma Europa come fome por compras de equipamento e maquinário de guerra. Depois disso o que realmente impulsionou a economia americana foi a nova indústria de computadores junto com o petrodollar, além do despejo de crédito no mercado imobiliário no final da década de 80 e a década de 90 inteira, que resultou na crise de 2008.

El_Jason escreveu:
Os postos de uma cidade querem eliminar o concorrente, eles combinam um certo preço e eliminam o concorrente. A concorrência era livre, e o mercado era bem divido, como a maioria dos postos não querem diminuir o seu lucro, formam um cartel. Cartel é feito pelas empresas no intuito de diminuir o mercado de outras ou até extinguí-las da concorrência. Se o estado não proibir os cartéis ocorrerão monopólios.

Primeiro que diminuir preço não tira uma empresa automaticamente do mercado, pois existem outros fatores que fazem uma empresa ter lucro; segundo que os postos diminuem os preços temporariamente até uma empresa sair do mercado, depois aumenta gradativamente até o ponto que fica lucrativo aparecer outra; terceiro que nada disso é ruim desde que o preço fique de acordo com o espírito de oferta e demanda - ninguém compra estoques de gasolina com o preço baixo, e se fazem os preços vão ter que subir pois a oferta diminui e a disponibilidade cresce. É o princípio básico do mercado.

El_Jason escreveu:
A AmBev não fechou até hoje, e eles quebram ou compram a concorrência. A Scania também. A JBS também.

É extremamente caro abrir uma empresa no Brasil, ponto. É mais complicado ainda quando é relacionada a comida e bebidas, onde o corporativismo rola solto. Você cita empresas que estão envolvidas na Lava Jato por acordos bilionários com o governo, e você quer que o governo mexa mais na economia? Não faz sentido, cara.

El_Jason escreveu:
Meu pai faliu e até hoje não se recuperou da merda que ele fez. Muitos outros também. O número de suicídios cresce quando uma empresa vai a falência, então ele geralmente nem chega a aprender com os próprios erros. Além disso, sua nova empresa terá bem menos capital, ele terá que ressarcir seus funcionários e terá várias dívidas pra se conter para a vida inteira. E com a falência de uma nova empresa, as outras ganham mercado e ele fica ainda mais fechado para a concorrência dos pequenos. Se a falência de uma empresa faz bem para a economia, porque os EUA não deixou a GM falir depois de 2008? Acho que você quis dizer outra coisa, mas com as palavras erradas. Falir empresas nunca é bom para a economia e o argumento que você utilizou, my deus.

Nada disso jamais justificará usar dinheiro do contribuinte para criar crédito, incentivos e subsídios. Você quer salvar uma empresa destinada a falir, escolhida a dedo pelo governo, usando o dinheiro do povo. Ridículo. Falir faz bem sim, e não é só o dono que aprende com os que faliram, a competição aprende também. Os EUA não deixou a GM falir pelo mesmo motivo que não deixou os grandes bancos falirem: bailouts. Tem muita grana rolando por de baixo da mesa que favorecem certas empresas e certas indústrias a não quebrarem, graças ao governo.

El_Jason escreveu:
Do que adianta a concorrência se ela é ruim? Se ela ruim, ela não vai concorrer com você. Governos consideram monopólio quando você apresenta mais de 65% do mercado ou algo assim. E por que o governo impediria a competição? Ainda mais no quesito da internet, que como eu já disse, é um dos poucos meios que a empresa pode ter um monopólio, já que ela não é pouco regulamentada.

Ruins comparadas com a Google, mas por si só são boas empresas que fornecem um serviço, mesmo que não domine o mercado. Pela sua lógica, todas as empresas deveriam ter uma % igual do mercado, só para ninguém ter que competir, e ninguém ter que inovar e conquistar a concorrência.

El_Jason escreveu:
Acho que a internet se difere de outras indústrias sim. A internet não depende de laboratórios sofisticados ou até mesmo centros de pesquisa gigantes. Basta uma ideia e sorte que a pessoa consegue se dar bem. E ainda assim, as coisas já estão mudando, é cada vez mais difícil as pessoas do Silicon Valley escaparem das gigantes, se elas criam alguma coisa, elas geralmente são compradas. E cada novo app que surge no mercado, é comprado. Mas quando a pessoa investe em uma área sem tanta competição ou até uma nova área, ela tem chances de prosperar, vide Netflix e Amazon. Pode ver que a Hulu e a Yahoo não conseguiram ter o mesmo sucesso que essas outras, e é bem difícil uma nova empresa conseguir (com exceção dessa nova ideia que pretende pegar todos os lançamentos de Hollywood e oferecê-los por 50 doláres ao mês no On Demand, mas isso já provem de investidores bem poderosos do mercado).

Então acha errado, pois o R&D de tecnologia e informação é um dos mais caro que existe, que é financiado pelas gigantes da computação. Todas as melhorias da internet, que btw não foram ditas por governos e sim pela iniciativa privada, vieram com custos altíssimos e foram diminuindo conforme as empresas se adaptavam e melhoravam. Toda essa tecnologia, novas linguagens de programação, software de back-end e front-end, poder de processamento, etc, estão disponíveis agora para o pequeno usar porque as grandes empresas investiram pesado nisso. Essa disponibilidade atual não foi sempre assim e nem veio junto com a internet inicial, e o mesmo é dito para todas as outras indústrias.

El_Jason escreveu:
Menos crédito, menos vendas. As vendas recordes de carros dos anos 2000 pra cá foram alavancadas pelas classes C e D. Se não tivesse o crédito, não haveria vendas. Embora eu tenha que concordar que a dificuldade de pagar empréstimos seja um problema e uma das causas da crise de 2008, você tocou no ponto errado do meu argumento, acredito eu. Não sou contra a competição, sou a favor dela, mas acho que o governo deve investir em seus próprios produtos, Gurgel quebrou por causa de falta de investimentos do governo e por causa que ele não tinha condições de competir com as montadoras internacionais. Como eu disse antes, os governos das potências sempre dão subsídios para os produtores de seu país, mas parece que você é contra isso e quer que o país seja refém do capital estrangeiro. Do mais, acho que o governo extremamente protecionista, prejudica o país, vide impostos sobre os carros nacionais que são excessivos e prejudicam a competição. Eu sou a favor do governo ajudar as empresas nacionais para que elas possam competir com as estrangeiras no país, coisa que países europeus praticam, e eu não vejo o porquê do Brasil não praticar. E este exemplo que você deu, embora faça sentido, não sei qual dos argumentos meus ele tenta contrapor, se puder explicar depois, agradeço.

Venda por venda não diz nada, porque é fácil o governo cagar crédito para os pobres usarem e eles se foderem alguns anos depois quando não conseguem pagar as mil parcelas, fazendo com que os juros dos bancos subam porque a inadimplência é de 90% e criando uma nova crise. A mão de imprimir dinheiro chega a coçar. Keynesianismo é puro câncer. Governo nunca vai entender onde é melhor investir, prova disso é vez após vez que estatais quebraram. O pré-sal vale bosta nenhuma, aliás, quem tirar petróleo daquilo vai sair no prejuízo. Subsídio é apenas um jeito do governo tirar 10 e devolver 9.
Você fala das potências que tem trilhões em dívidas públicas, exatamente onde o Brasil está indo? EUA tem o petrodollar, o Japão transforma um quilo de ferro em um robô, Europa inteira devendo centenas de bilhões de euros uns aos outros (e vai piorar com o assistencialismo da última década). O Brasil tem o que para equilibrar com a impressão de dinheiro? Além do que, estes países tem taxas de importação gigantes, principalmente o Japão que é incapaz de produzir comida que é algo que muitos consideram como básico. Aí você quer que o Japão crie impostos de importação de comida, para tentar criar nacionais e protege-las? Você quer solucionar um problema criado pelo governo, usando outro problema de origem do mesmo governo.

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El_Jason escreveu:
Empresa grande não é automaticamente ruim, mas empresa que possui o monopólio é, pois ela não permite a competição.

No meu ver o governo não pode ficar sem interferir em um monopólio, se ele não intervir em ações de empresas gigantes elas podem ganhar o monopólio do mercado e impedir a competição.

Você e o boomer não explicaram ainda como que um monopólio natural (vide o post do vitor) impede de qualquer um de competir. Competir não é uma empresa nascer chutando o balde, capaz de sucatear a gigante atual. Apenas o fato de qualquer indivíduo ter o poder de entrar no mercado já é competição.

El_Jason escreveu:
Não sou a favor de um estado neutro igual à você, mas sim de um estado pouco ativo, aquele que atua somente para beneficiar empresas nacionais para que elas possam competir com as estrangeiras e impedir manobras de empresas que possam prejudicar o mercado, como: cartéis e monopólios.

Um estado que imprimi dinheiro é um estado que cria crises, e não tem nada de "pouco ativo" nisso. Você não consegue ver o problema em um governo suar dinheiro público para escolher a dedo qual empresa nacional vai se beneficiar?

El_Jason escreveu:
O que eu não entendo nas suas ideias, é que você acredita que sem regulamentações no mercado, a empresa grande não conquistará o monopólio e ainda haverá concorrência no mercado. Coisa que eu acho bem difícil. Um exemplo disso, é que a AmBev comprou a Bavaria, mas teve de vendê-la, pois se oficializasse a compra, eles teriam o monopólio do mercado. Hoje a Bavaria pertence a uma cervejaria canadense, e é distribuída pela Coca-Cola no interior de SP, e vende bem mais do que já vendeu. Esta atitude do governo não prejudicou o mercado, só o ajudou.

Não adianta nem tentar te convencer que monopólio natural (leia-se: dominação de mercado) por si só não é um problema. Tira esse tumor da sua cabeça, cara. O problema é quando o governo impossibilita de outra empresa de adentrar o mercado. Fora isso, se uma empresa é gigante, mas fornece o serviço a ponto de manter um status quo sem prejudicar o consumidor, por que precisa de intervenção do governo? "Precisa porque precisa, e precisa porque eu quero." Sério, isso não é argumento. Como eu disse antes, usando seu próprio exemplo, cervejarias são extremamente reguladas no Brasil. O governo fechou em 2016 centenas delas no Brasil, por exemplo.

A livre concorrência com o princípio básico da oferta e demanda é o melhor instrumento que guia o mercado e cria nações livres com alto poder de compra.

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Se você tiver interesse em entender o aspecto técnico do intervencionismo americano na época da depressão, tem America's Great Depression.


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 Assunto do Tópico: Re: futura internet fixa com limite de dados?
MensagemEnviado: Qua, 20-04-16 19:50 
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Black Scottish Cyclops
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Qua, 16-09-09 16:00
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El_Jason escreveu:
v1tor escreveu:
404 argumento not found

1929 > crash da economia
1930 > economia volta a se recuperar normalmente
1931 > governo resolve intervir
1932 > apse da crise IAEFHIUAEHFUAIE


Que eu saiba o New Deal começou em 1933. E você realmente acha que o mercado se recuperaria sozinho, sem nenhum incentivo do governo? Os EUA só foram sair da crise após a 2ª Guerra e por mais que as ideias do Keynes tenham sido contestadas naquela época e nos dias de hoje, elas foram necessárias e por mais que a teoria dele não seja perfeita, ele ajudou os EUA a melhorar da crise.


Na verdade o intervencionismo começou bem antes do New Deal.
Um vídeo do Thomas Sowell explicando exatamente o que aconteceu:


Isso excluindo o intervencionismo que antecedeu à crise, especialmente o de Coolidge, que imprimiu dinheiro que nem um retardado gerando uma inflação fudida de 1921 à 29 além de uma expansão de crédito.

Pois é... Crise de 29 não foi exatamente como nos ensinaram no colégio/cursinho/faculdade.

Uma curiosidade é que os EUA viveram várias crises, inclusive uma cujo desemprego começou maior do que o próprio crash de 29: a crise de 1920-1921. Dessa raramente ouvimos falar.

O então presidente Harding se negou a dar ouvidos à um de seus secretários, Herbert Hoover (rsrs), e não interveio na economia. Em menos de um ano já não existia crise.

Você pode ler mais sobre a depressão de 20 e 21 clicando aqui.


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 Assunto do Tópico: Re: futura internet fixa com limite de dados?
MensagemEnviado: Qui, 21-04-16 11:33 
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Maggot!

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Vou elaborar nos dois tipos de monopólios, estatais e privados (naturais/espontâneos/etc).

Dentro das estatais, existem dois tipos de monopólio. Começando pelos governamentais, que não precisam oferecer um produto de qualidade, já que se o consumidor optar por não consumir o produto da estatal, ela não terá prejuízo real, pois é totalmente bancada por dinheiro do governo (leia-se: dinheiro público de impostos).

O outro tipo de cartel dentro das estatais, os privados (conhecidos como oligopólios), são mantidos pelo governo. É nesse tipo de monopólio que cai as empresas de internet e telefonia no Brasil. Os políticos possuem poder de mudar a economia, então, recebem lobby das empresas e, em troca do lobby, os políticos votam propostas que beneficiam seus patrocinadores, como, por exemplo, aumento da burocracia, subsídios, isenção de impostos para seletas empresas enquanto aumenta o imposto para novas empresas, fazendo com que o surgimento de novos provedores deste serviço seja quase impossível. É aqui que surge o corporativismo. Assim, o consumidor só possuí uma empresa, ou um grupo de empresas, para comprar e, portanto, a empresa não precisa se preocupar com a qualidade do seu produto, já que ou é o dela ou não é de ninguém.

Os monopólios privados são diferentes porque neste caso as empresas não recebem nenhuma ajuda do governo, então não são sustentáveis. Existem três tipos: o monopólio por controle de mercado, o monopólio pela violência e o monopólio pela excelência.

O monopólio por controle de mercado é o mais clássico. É quando uma empresa quer dominar o mercado, então ela compra as outras empresas para ser o único fornecedor do produto. O problema é que, se considerarmos que NENHUMA empresa está recebendo ajuda do governo, para se manter ela precisa de lucro, logo, quando ela gastar seu capital acumulado na compra de outras empresas, ela estará gastando dinheiro e não ganhando dinheiro. Um problema desse monopólio é a própria lei de oferta e demanda. Exemplo: se uma empresa começa a comprar várias outras empresas, as que ainda não foram compradas percebem isso e, como sabem que vão ser comprados de qualquer jeito, começam a subir o preço de venda de suas respectivas empresas, aumentando ainda mais o gasto da empresa que está comprando as outras. Outro problema é que as empresas que não estão sendo compradas não estão tendo gasto, então podem oferecer o produto por um valor mais barato, diminuindo ainda mais os ganhos da empresa compradora. Tudo isso faz com que o monopólio por controle de mercado seja insustentável.

O monopólio pela violência é quando uma empresa supostamente domina o mercado e obriga todos a comprarem dela. Isso tem outro nome: estado. O estado possuí o monopólio da violência e te obriga a consumir, ou pelo menos pagar, os produtos que oferece, como segurança, água, transporte, etc., e se você não pagar através dos impostos, você sofrerá violência como processos e multas. Caso o indivíduo se negue a pagar as multas, ele vai para a cadeia, e se recusar ir para a cadeia, ele é morto.

O monopólio da excelência é quando uma empresa oferece um serviço tão bom que outra empresa não consegue concorrer com ela. Esse é o único monopólio bom, pois significa que outras empresas não conseguem competir com o preço e qualidade do produto oferecidos, além disso, você pode optar por não comprar, diferente do monopólio pela violência. No mesmo estilo que o monopólio por controle de mercado funciona, este só se sustenta com lucro, porque não adianta oferecer um serviço de alta qualidade e preço baixo, se não tem como sustentar a produção ou oferta do mesmo.


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 Assunto do Tópico: Re: futura internet fixa com limite de dados?
MensagemEnviado: Sex, 22-04-16 19:39 
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http://g1.globo.com/tecnologia/noticia/ ... do-ar.html

Kd a staff monitorando esses pacotadores?


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 Assunto do Tópico: Re: futura internet fixa com limite de dados?
MensagemEnviado: Sáb, 23-04-16 11:07 
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No final das contas a anatel proibiu por prazo indeterminado a limitação da internet. Vamos ver quanto tempo vai demorar até as operadoras voltarem a fazer pressão e ela arregar de novo.


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 Assunto do Tópico: Re: futura internet fixa com limite de dados?
MensagemEnviado: Sex, 29-04-16 21:57 
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